A MÃE, A MULHER E A APRENDIZ EM MIM.


Estar com eles é e sempre tem sido de muito aprendizado.

Nestes tempos tenho me organizando para passar alguns períodos com as crianças, as vezes com os três juntos, as vezes com eles separados. Escondo o celular de mim mesma e me entrego a este convívio, por um tempo.

Não tem sido muito tempo, mas um tempo. Sem tarefas, sem função.


E assim tenho descoberto que eles cresceram, crescem a cada dia. E que não são eu, que não são como as vezes eu imagino que são. E que cada um tem seu jeitinho, suas vontades, tesão, medos e desafios.

Viva a singularidade, exercício mais do que necessário a uma mãe de três, quero dizer exercício libertador e necessário a todxs nós.


Trago isso aqui para nos convidar a mais momentos de convívio e conexão com as crianças. Elas nos ensinam muito e para mim estar com eles é uma “academia” para meus processos de desenvolvimento e cura.

E olha que nem precisa ser muito tempo, mas que seja tempo de qualidade, presença e Conexão. Ah e também que possamos ser honestas com nós mesmas quando estamos ou não afim. E escutar as frustrações deles dizendo: mamãe você está trabalhando muito. O coração aperta, e aí temos que nos consultar e sentir de verdade o que priorizamos a cada momento. As vezes priorizo eles, as vezes meu trabalho. E ainda acredito que é possível, com respeito, integrar todas as necessidades de afeto e atenção. E quando possível com prazer.


Agradeço demais esses serzinho e as possibilidades de estarmos juntos, de me afetar e ser afetada por eles. De reconhecer minhas sombras, encará-las de frente com todo amor incondicional que eles me trazem, ressignificar expectativas e perceber que a vida é simples, mas não simplista.


Seguimos. Aprimorando nosso olhar para a infância e para as nossas crianças pequenas e grandes. As nossas crianças internas e as que estão ao nosso redor.

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